Um casamento incomoda muita gente...

Sempre fui daquelas que mais sonha que vive... Isso vem mudando de uns anos pra cá. Quando a gente conhece a pessoa que vai encher nosso saco pro resto da vida é assim. Se bem que mais eu encho o saco dele, né? Mulher é mulher seja onde for. (meio machista, vixe, malz aê, pessoal...)
Chega um ponto da vida no qual a gente para mais de imaginar como seria isso ou aquilo, basicamente porque já viveu tanta coisa a ponto de descobrir que nada sai como imaginado, e aí começa a parar de se lamentar e simplesmente ir atrás do que quer. Simples.
Nessa hora que se parte pra vida, os choros diminuem e servem pro momentos realmente tristes. O mesmo pra reclamações e discussões e etc e tal...
Por outro lado as alegrias a gente aprende a jogar uma lupa em cima, um fermento, "as bomba" qualquer coisa que aumente, a deixe bem maior que o SOL! (Raimundos, sim, senhor).
A gente percebe que nossa vida tá bacana, depois que a gente aprendeu o básico pra sobreviver (atenção, não digo que não tenho problemas, pepinos, abacaxis e mil tretas pra resolver, engana-se quem acha que a grama do vizinho é mais verde!). A gente ousa enfrentar a vida de peito aberto (essa é fácil pra quem cresceu como eu) e as pessoas de peito mais aberto ainda (essa daqui exige mais coragem e é opcional porque você pode ser o tipo peito de ferro, concreto, e afins).

E aí a gente conhece alguém que faz o passeio pelo mundo mundano ficar mais divertido e mais fácil. Em meio às contas pagas e às pessoas falsas, descobre-se um prazerzinho a mais, mas não foi do futuro digníssimo que vim falar, vamos parar com essa rasgação de seda... rs.

Pausa pra introduzir-nos a quem não nos conhece, o digníssimo e eu em Fortal...


Enfim: É nessas horas que uma opção pode aparecer: o casamento. E junto com essa opção, muitos incômodos...
Agora uma pausa pra explicar sobre o casamento, e mais, sobre tudo o que o antecede, obviamente e claramente, sabendo-se que ninguém se casa assim do nada sem pensar e sem saber (ou pelo menos achar que sabe) e sentir o que tá acontecendo.

Se você achou essa imagem TUDO A VER comigo e Lucas, esse texto é pra você, senhor(a) incomodado(a)

Uma pessoa se apaixona por outra e geralmente há uma certa exclusividade por uma razão: a intenção dos dois não é apaixonar nem agradar a todos. E é por isso que, num relacionamento relativamente sério e fechado em dois indivíduos, quem está de fora vê pedacinhos minúsculos da relação, e como as pessoas são enxeridas e maldosas (ou às vezes só têm problemas na própria vida e preferem olhar pra fora, pra vida alheia) fica uma visão como a da foto acima, ou numa troca de papéis.
Novidade pra quem vê namoro ou casamento assim: você não tem maturidade suficiente pra relacionamentos desse tipo, em particular. Espero que esteja solteiro(a) pro bem de alguém, e curtindo muito a vida e as pessoas.E procure (conselho de graça, opa!) abrir mais um pouco essa visão limitada, porque em mundo nenhum a mulher é gostosa de um tanto (muito menos euzinha) que o cara aceite ser feito de otário, então pensem bem porque tem muitas coisas que vocês não sabem que estão rolando na vida deste casalzinho massa aqui ;D

Mas na verdade o texto não é pra você não... O texto era pra mim mesmo, desde o início, rs. Não pense que você teve audiência assim. Foi só um pretextinho pra eu desenterrar o blog. A questão é que... essas visões não incomodam nada, geralmente. Nada mesmo. Pelo menos não mais que espantar uma mosca chata... O que incomoda mesmo, e o assunto (FINALMENTE) desse post, é saber separar o joio do trigo. É identificar e separar pessoas e pessoas antes do fatídico dia C.

Esse é o grande desafio! Pois obviamente queremos sempre as melhores pessoas num momento inesquecível pras nossas vidas... E um casamento, é GRANDE, IMENSO!
MONUMENTAL!

A preparação, gente, nem queiram saber, eu não sabia o que significava 24/7, mas como noiva eu finalmente sei. Como mãe certamente descobrirei mais ainda desse lado... E se você não sabe ainda, 24/7 é expressão para 24 horas no dia, 7 dias por semana. É assim que tá rolando a preparação pro meu grande dia (vocês sabem que o dia é da noiva né? *----*), dia C, ou apenas, matrimônio. À todo vapor e aguniado, como diz o cabôco!

O casamento não incomoda aos noivos (ou pelo menos não no nosso caso, tá super tranquilo e divertido, apesar do pouquíssimo dinheiro pro investimento). Perguntem pro Lucas, mas é verdade, mal podemos esperar, falo pelos dois rs.
Mas o casamento incomoda algumas pessoas no entorno... Pessoas que já não torciam, torcem menos ainda (ainda bem que nem é jogo de futebol, porque independente de torcida sai cada gol, que meu amigo...). Pessoas que eram contra, são mais ainda... Pessoas que pareciam indiferentes passam a parecer incomodadas ou vêm aquelas perguntinhas estranhas e comentários legais "Ihhh tá é grávida né?"... "Valha, só com um ano de noivado? Muito recente, não dá certo, tem que conhecer mais"...

Nem vou continuar, vocês já pegaram a ideia... Daí o difícil trabalho dos noivos em preparar uma lista já diminuta por conta do porte do evento (ÍNTIMO e com os convidados mais próximos do casal) e ainda ter que identificar aqueles que realmente farão parte de nossa vida à dois com pelo menos um pensamento positivo ou apoio moral.

Sou de acreditar que Deus escreve certo por linhas tortas e recentemente me aconteceram situações muito loucas e que só mais tarde (quando decidimos a data) é que foram me servir pra alguma coisa: cortar nomes, cortar pessoas, simples assim. Pessoas são substituíveis, SIM. As podres por melhores. Essa história que quem diz que felicidade incomoda é coisa de hippie egocêntrico, isso é balela.

Felicidade hoje em dia é moeda rara! E quem não tem só quer estragar a de quem tem. Não fosse assim, tava todo mundo feliz por nós, ué. Realismo, gente. Nem Cristo agradou, né.

O lado bom de tudo isso, de verdade?

É que também os que sempre apoiaram agora apóiam ainda MAIS!
Olha que maravilhoso, amigos que abraçaram e se emocionaram juntos pela notícia. Alguns "parabéns" e outras zueiras que sabemos que saíram com carinho...
As pessoas que se mobilizaram pra realizar esse sonho, irmã à frente do projeto derrubando tudo e todos pra fazer o melhor. Parcerias, reuniões, vídeos gravados, beauty expert companheiro pra todas as horas e conselheiro de moda... Enfim... Se tem uma coisa que esse casamento está me propiciando é conhecer muito mais a mim mesma como mulher, como companheira, como amiga, como dele, como amiga dos amigos dele, como noiva, ou seja, como NEURÓTICA, e como pessoa...
Me permitiu esse evento conhecer minha família mais a fundo do que imaginava... Conhecer meus amigos melhor ainda, e saber quem é quem. Conhecer novas pessoas, novos profissionais, novos lugares, novas possibilidades, novos problemas e novas soluções...

Tudo é diferente, novo e lindo. Isso é o mundo de uma noiva. Estou muito feliz por quem me apoia e me dá uma palavra amiga, mesmo sem nem saber SE será convocado a comparecer no dia ou não, e pode acontecer que não seja, porque enfim, não podemos arcar com os 300 convidados que gostaríamos... Mas... fico grata a quem de longe acompanha, a quem mesmo está indiferente mas pelo menos não manda energias negativas, acredite, já é grande coisa para mim.
Enfrentamos muito, eu e ele, quem conhece nossa história sabe, problemas de todos os tamanhos e natureza, apenas alguns deles insistem em ficar, mas Deus é grande e nEle confio. Estamos quebrando pouco a pouco as barreiras.


Comenta! =)

Bulbassauro, companheiro!

Um "nome" surgiu mais que de repente, atualmente. Mas, "bulba", antes disso tu era só mais um celtinha. Apenas um celta verde.
Ainda me lembro como ontem da foto em família no dia da entrega, naquele quase 2002... 12 anos, se passaram. A família cresceu e melhorou depois de cortado o que fazia mal. E continua, sabe, a base hoje tá firme e forte, mais que antes... ^_^
Lembro da viagem feita logo após a entrega. Luís Correia, como sempre, a novidade era você. Novo, zero, o melhor popular! O Boom!
Cresci contigo. Me guiou à escola. Me guiou à poucas festas e algumas reuniões de família. Guiaste a todos nós nesta família. E foste guiado. 
Celtinha... Você viu coisas. Você viveu mais que pessoas... Você foi tão útil quanto algumas delas... Olha que louco, logo você, um carro... Passou por minha mãe. Passou por um irmão. Passou pelo outro irmão. E duas vezes passou por minhas mãos.
Desde 2012 a confiança aumentou, o trânsito virou algo fácil de lidar, apesar de muitas vezes bem chato. Você conheceu muita gente, bulbassauro... Conheceu um ex, conheceu dois, conheceu a bola da vez. E isso só falando mim, imagine os brothers? Nem vamos botar nessa conta. Afinal, o que aconteceu nesse celtinha, fica lá, né? Mas guardo muitas lembranças, algumas das quais posso citar. Aquele primeiro porre, meu irmão me disse pra não deitar... Ihh... Aquele primeiro ensaio de beijo... Os amassos... Os serviços de "ambulância", todas as caronas, Até das batidas guardo algo! Quem diria?
Entre porta-malas e "motherfuckers" com colher. Entre Lucys in the Sky with Diamonds. Nas nossas aventuras que só nós sabemos. Nos planos que vieram e foram embora... Os amigos tantos que nos fizeram companhia!
Dos segredos que você guardou, bulba... Dos romances, que não foram poucos! E quantos beijos! E quantas promessas! E quantas discussões! E quantas gargalhadas! E quantos momentos maravilhosos tu me proporcionou? Não há como contabilizar... Tu tava lá enquanto eu me fazia alguém, enquanto eu virava gente. Depois de adulta me foi passado como relíquia da família. E me deu trabalho...
Quanto trabalho! E me deu dor de cabeça! Mas bem menos do que poderia! Por isso te agradeço! Sim... Um texto pra um carro. Meu preferido, diga-se de passagem. Tu que valeste mais que muita gente por aí! Sei que essa ideia de valorizar mais coisa que gente é chata, mas contigo nem dá... Tu foi amigo e companheiro. E por isso, poucos tiveram a honra. Sentirei saudades demaaaaais! =') Mas a gente tem que seguir em frente. Mesmo se apegando tanto...
Pois sempre chega o início de uma nova Era, com o final desta que a mim se apresenta... A década Celta Verde se acaba, dando lugar a um novo terreno à construção de sonhos. Bulba, obrigada por tudo!
 

Março

Março sempre me vem como uma bela manhã de Sol, nem quente, nem fria.
 O melhor e mais agradável clima.
Mas Março também não facilita, também vem com desafios, também vem com seus espinhos de rosa.
Vem pra me mostrar que nasci em meio à riqueza, mas que a vida nunca vem fácil pra ninguém.
Vem pra me jogar um puzzle na cara e dizer "resolve aí, que você pode, sim!" enquanto eu recebo uma massagem nas pernas e uns chocolates dos meus preferidos.

Março vem pra chocar. Março muda estações, traz outono pro hemisfério Sul. "Março" vem de "Martius" (Marte, Deus da GUERRA), e antigamente costumava ser o PRIMEIRO mês do ano. Isso explica muito sobre quem nasceu nesse mês.

Mês de gente geralmente teimosa, especialmente se nasceu depois do dia 21, início do signo de Áries. E adivinhem? Pois é, sou do primeiro dia de Áries...

Pra encerrar este post breve sobre um dos meus meses favoritos:
21 de Março, o dia em que nasci, é o 80º dia do ano.
Talvez por isso eu seja tão oitenta... nunca oito.
Nada pouco...

Março, pode mandar que eu aguento! =)

Odeio o Dia dos Namorados

Chegaram ao destino. Sacolas na mão, sushi e bebidas. Um clima diferente, estranho para a data. Ele não imaginaria o que estava por vir.

A data, o décimo segundo dia do sexto mês de algum ano. Como antes já foi dito: "Datas, elas são importantes". E essa era especial, não só pela fama dos apaixonados, não só pelas filas de carros nos motéis...


Há de voltar um pouco na história pra entender como tudo aconteceu...


"Bem, há um ano, em uma semana, todo o pouco que se teria tentado construir até ali seria destruído. Não por um, confesso. Mas por dois. Ou até mais de dois, se me permito dizer... Depois dos melhores presentes e molhadas lágrimas, supostas de alegria e emoção, tudo se dissolveria para sempre, mesmo que saibamos que o "pra sempre" sempre acaba. E mesmo que os dois continuassem tropeçando e sofrendo pelo caminho que ambos sabiam ser o final implacável. Haveria outro caminho?"


Mas hoje, hoje tudo parecia tão distante e superado! Como num belo filme de amor naquele típico final, antes, é claro, dos créditos subirem e sairmos da sala de cinema, sem saber que a garota vai dizer que não conseguiu perdoar e largar o cara pra sempre.


Comeram, beberam e riram, falando de amenidades, trocando carinhos... As velas exalavam o cheiro de cera e fogo. Era uma noite quente. E ela, como sempre, já havia se acostumado a tentar ao máximo postergar os momentos ruins. Era o que fazia àquela altura... Na verdade, já estava prestes a desistir de todo o "plano". Ninguém merecia tal dia dos namorados, e essa era uma constatação fácil de se fazer.


Havia muito a ser dito, embora um ano tivesse se passado e juntos permaneceram durante boa parte desse tempo. Mas fisicamente.

"-Sempre ótimo na cama", pensava consigo mesma. Ou pelo menos assim imaginava, depois de poucos e tão diferentes e quadrados parceiros.


Sempre houve um "quê" de loucura nos dois. E a empolgação veio antes da química, e a química veio antes da física. E a física antes da matemática errada. E a matemática errada antes da biologia. E a biologia diz que tudo que nasce, morre. Incrível como sempre chegavam a esse ponto insistente. A morte, o fim de alguma coisa... E os dois tinham medo, pois apenas se falava naquilo. Nunca tiveram exatamente a coragem de fazê-lo...


Havia um "quê" de muita coisa. O que não era realmente bom, pois era e sempre seria apenas um "quê", sem outra e qualquer letra do alfabeto com mais curvas e menos cortadas de pernas...


O fato é "quê", ele não chegaria nunca a imaginar o que aconteceria naquela noite. E antes que o leitor se prepare emocionalmente, frustrando-se em seguida, peço que não espere por reviravoltas, ou um fim estonteante. Na verdade nem era um fim... Como dito antes, ambos tinham medo desse maldito.


Não foi o fim de mentiras. Essas já não existiam há tempos entre os dois. Não foi o fim da amizade e do carinho. Não foi o fim do sentimento, era tudo muito real e palpável, mesmo que limitado por tudo que houve entre os dois... Não foi o fim dos dois, tampouco. Continuariam juntos, mesmo que fisicamente... Afinal, "tão bom de cama ele era...". E isso ela continuava repetindo, como num mantra a distraí-la de todo o resto e adiar aquilo que ela havia prometido a si mesma fazer, mas que agora já não fazia o menor sentido... Não era o fim da vida. Não era o fim do mundo. Não era o fim da tristeza nem o fim da alegria.


O único fim que haveria era o fim daquela noite. Onze horas e nada ainda havia sido dito. E claro, ele nunca imaginava que o mundo rodava a 1.675 km/h, e a cabeça dela mais rápido, tentando pensar em tudo... Organizar tudo, tão treinado antes, mas agora apenas um borrão de ideias que pareciam bem erradas...


Nunca parecia certo qualquer instante de DR entre os dois. Nunca pareceu natural, prático e muito menos funcional...
- E não seria também agora - pensava ela consigo, como quem arruma o desculpa covarde pra fugir do que quer muito fazer, ou do que é necessário.
O esforço dele era visível. Para manter tudo no lugar. Para agradecer na medida certa. Para sorrir feliz. E que sorriso...
Ela sorriu de volta. Um outro dia havia começado. O relógio marcava Zero horas. Poderia aguentar mais um dia... Aproximou-se, e com um beijo, fechou a noite mais ou menos romântica de sua vida. Nunca saberia dizer.
- Depois eu falo - pensou consigo mesma - Depois... - E com uma afetação maior no pensamento - Odeio o Dia dos Namorados...

E silêncio.

Fogo

Temo a mim mesma, minhas reações. Temo o tempo, a chuva, e o Sol. A montanha-russa chamada vida tá sempre mudando: vale, topo, ondas, vibrações e loops infinitos. Infinitos até onde os olhos podem ver. Mas a queda sempre é invisível.

Você precisa sentí-la vindo.

Não adianta abrir bem os olhos, dizer-se racional. E se você repetir sempre "está vindo!, está vindo!", uma hora fatalmente irá acertar...

Mas quem é tolo de perder uma vida assim? Tentando antecipar o nada antecipável?

Não gastamos nossas forças no final. Ou ao menos não deveríamos... Não é um jogo no qual ganha-se por saber qual é o fim. Ninguém está interessado, nem mesmo você.

Acredite, no fundo, por trás de toda essa curiosidade, você não quer nem saber.

Então pra quê se martirizar? Vá, aproveite a volta, vire de cabeça pra baixo.
Grite muito no caminho, grite pra ser ouvido. Grite pra saber que está vivo. Às vezes a gente se esquece...
Grite na cara de alguém, ria. Vomite, se passar mal. A montanha-russa da vida nem sempre é só pura adrenalina. Boceje na parte chata. Careta? Sim. Sempre que estiver ruim. Há que ser condizente com seu coração. Sempre.

Só não pense no final. Esse é sem graça e quase sempre desimportante.
A montanha-russa da vida precisa ficar com toda sua energia antes do fim. Por quê?

Bem, porque raras são as atrações além dela que você vai querer conhecer depois...

Não existe quase nada mais interessante...
Então, grite. E, de novo, aproveite a volta.
Sim, porque é só uma...

Serpe Afrasi, meu pseudônimo.



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Divagar

Clicar em "Nova Postagem" é com entrar num mundo completamente meu. É poder qualquer coisa. É xingar quem eu quiser e amar quem eu quiser, ser até correspondida, não importa quem seja. Geralmente venho por aqui com um claro e objetivo assunto. Na verdade, meu tema nunca muda exatamente. Falo de VIDA. Falo da vida.

Mas hoje vim sem amarras. Vim sem nada. Nua. Sem saber o que digitaria neste tosco pedaço de "eu". Neste antro de luas vermelhas, quase sempre inchadas, quase sempre minguantes, poucas vezes crescentes e muito novas...

Então, já que sem ideias, porque não falar de tudo um pouco, sem falar muito no final das contas? Vamos deixar ir... Go with the flow, como dizemos em inglês...

E pra começar e por falar em "flow". Lembrei de uma música que compartilho agora com vocês: River Flows in You . É ela que está tocando no momento e você poderia tocá-la pra terminar de ler o post. Muito linda.

E puxando o assunto música, quantos shows no mês de outubro   Novembro em Teresina, né? Aqui vai um trecho de Nando Reis pra homenagear o fim de semana que vem vindo...



"O amor não tem segredo, é violável como um violão

Matei o amor por tantas vezes
E o que sobrou de mim?"




Well, ficará assim o meu post. Obrigada pela visita! E comentem se possível! Beijos!

Tempo?

O tempo é superestimado.

"Ah, espera, moça, o tempo faz milagres!"
"Aguarde, o tempo deixa a gente mais forte..."
"O tempo vai curar isso, certeza..."

Não acontece dessa maneira. O tempo nada faz além de passar. O tempo é impassível e imparcial para todos.

Meninas... Garotas... Não pensem que o tempo vai passar e *puf*, vocês obterão experiência e estarão magicamente curadas das desilusões da vida.

Posso contar uma verdade bem dolorosa? De big sister pra little sister? O que acontece é:

Você nunca vai deixar de sentir isso. Você apenas vai começar a esconder de todos, tudo aquilo, você vai esconder por trás do maior sorriso já registrado... Quanto maior a dor, maior o riso.

Você nunca vai deixar de chorar. Mas aprenderá a trancar a porta do quarto e ligar o som bem alto. E você pode até mesmo segurar o choro por um longo tempo, mas você não vai querer fazer isso, acredite. Quando vem, vem tudo junto e acumulado...

Você não deixa de sentir as borboletas no estômago! Sim, elas ainda estarão lá. Mas você conseguirá digerí-las em segundos, sem nenhum arrependimento aparente, pois sabe que elas nunca deveriam estar ali...

O tempo, caras colegas, é apenas o absoluto da vida, igual pra todas nós. Umas aproveitam. Outras não. Continuam dando com a cara no muro. Porquê? Bem... Porque o tempo não faz milagres. E se as pessoas são bobas o suficiente pra acreditar que é ele o responsável, nunca irão tomar as rédeas da própria vida. Nunca irão se cuidar e cuidar do próprio futuro.

Então não dê tempo ao tempo. Vá um dia de cada vez e nunca espere cair do céu. Faça seu futuro. Porque o tempo, o tempo apenas é. Para todos. Ele não vai ajudá-la, se você não estiver disposta a fazer o mesmo por si mesma.